A tendência dos carros novos com cara velha

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A tendência dos carros novos com cara velha

Uma conduta já antiga, porém, cada vez mais costumeiro no mercado brasileiro, é a coexistência de duas gerações do mesmo modelo nas lojas. A sacada é ótima: além de reforçar o setor de atuação da marca, permite maior oportunidade de ganho nos carros que mantêm o mesmo visual há diversos anos.

É curioso o fato de que os modelos de cara antiga vendem tanto quanto os mais novos. O Onix é o caso mais atual disso. A configuração de chegada, Joy, foi encarregado por 33,5% das vendas do modelo em novembro de 2016, de acordo com a consultoria Jato. Isto é, dos 15.700 Onix vendidos (divididos em cinco versões), 5.267 foram Joy.

No caso do Palio, 33,9% dos emplacados são da versão Fire, com o mesmo visual do Palio de 2004 e comercializado, nos dias de hoje, somente por encomenda. De acordo com a Jato, foram 1.327 exemplares em novembro.

Já a Hyundai foi além e virou a primeira fabricante com 3 gerações vendidas simultaneamente tempo: Tucson, ix35 e New Tucson, nessa ordem. Por enquanto sem números de vendas do New Tucson, recém-lançado, comparamos o acumulado de Tucson e ix35. Foram 11.036 unidades do Tucson e 9.735 do ix35 entre janeiro e novembro de 2016.

O atrativo é sempre um: preço, já que são posicionados como versões de chegada (portanto, mais baratas). O Tucson, tendo como exemplo, custa R$ 30.000 a menos que o ix35. Com isto, eles similarmente se valem do baixo custo geral (preço, manutenção e seguro) para atraírem os frotistas.

A atitude deve permanecer: a nova Mitsubishi L200 Triton (apelidada de Sport) irá conviver com a geração antecedente, que continua a ser apresentado em um grande algarismo de versões.

Já a Volkswagen deve trazer a novo modelo do Tiguan de sete lugares para coexistir com o modelo antecessor, que acaba de receber a opção de motor 1.4 TSI

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